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AudioVisual como Educação

No 3o. fim de Semana de Outubro, participei de um seminário chamado PRODUÇÃO DE VÍDEO EM SALA DE AULA no antigo novo Cine Olido em Sp. Tratava basicamente sobre processos e dinâmicas de educadores com os meios audiovisuais, utilizados como ferramentas para o aprendizado formal e informal.
Este seminário fazia parte do Evento II FESTIVAL DE VÍDEO NAS ESCOLAS, projeto feito na raça por professores e educadores do Nossa Tela e que vão encontrando ressonância maior enquanto são divulgados.

Bom, lá no Seminário, ouvi falas políticas sobre modelos de divulgação (Cinemarks da Vida), sobre modelos de estética X identidade copiados do staus quo ( Telenovelas), mas principalmente ouvi experiências ricas e importantes desta linguagem tomando seu lugar em um local que já foi dado como morto ( e está quase) que são as Escolas. 
Contudo quase tudo que partilhei ali, ouvindo e vendo sobre os vídeos produzidos neste meio educacional foi construído com o tato dos educadores agentes e com a expectativa do processo ser rico e transformador. Entendi ( posso estar enganado) que pouco se esperava do resultado, a não ser que viesse à transformar a visão critica e estética dos alunos e do seu entorno (pais, outros alunos e comunidade).

No fim entendi ( e acredito nisto) que o intuito é que as crianças e adolescentes venham a ser protagonistas de cada história contata e sonhada pela tela do video (ficção ou documental). A isto chamo de identidade. Isto é bom, não só porque o volume de produção nestes meios e fora dos padrões produtivos que conhecemos ( financiamento via estatal e estética status quo) está crescendo e merece destaque, mas porque tem ampliado as possibilidades de acerto e erro com uma aplicação lúdica, crítica e DIVERTIDA. Acho que só assim é possivel mudar a estrutura e transformar o padrão.

Faço um comment apenas para sinalizar que temos que entender que, passada a euforia sobre o video e sua maximização de produção, corremos o risco de cair no banal de se produzir o mais do mesmo e só por fazer. Esta linguagem e suas ferramentas, pela demanda e pelo que Walter Benjamim cunhou como “Reprodutibilidade técnica” pode vir a criar ansiedades do “fazer a qualquer tempo e de qualquer jeito”. O Video é uma técnica ferramental ( como tal, cairá como todas as outras no que chamo de temporalidade técnica) em que existe em seu tempo e em sua sociedade contemporânea, e passado isto, outra ferramenta e linguagem a substituirá ou a evoluirá. Deste modo podemos vir ter até coisas como um “Hologracine” (vide os Video Mappings q fazem sucesso nos eventos hj)! O que fica mesmo é o Conteúdo. Temos que ajudar a esta rapaziada a produzir com critica e objetivo. Isto é o que impregna e faz diferença.

Ah só para constar: Neste festival, um mini video documentário produzido por alunos de uma oficina que ministrei na Escola Alecrim ganhou o 3o lugar na categoria alunos e foi muito bacana!  Na foto, a Diretora da Escola Alecrim, Silvia Chiarelli, e uma aluninha chamada Morena.

Para ver o site do Festival aqui http://festivalpaulistanodevideonasescolas.wordpress.com/
Para ver o video produzido por mim e pelos meus alunos clique aqui

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